Às vezes sem palavras, outras cem crenças
Um sinal da cruz, um dia de sorte, uma hora de azar, um momento de luz, uma pausa na lua, um vagar ao sol.
Sereno credo, inocente promessa, abençoado coração, acreditada graça, límpida esperança sem incerteza.
Luz do mundo, sal da terra, jura de amor, triste fado, cantilena recitada de cor.
Afecto secreto, acordo em silêncio, tranquila coragem de alindar o céu da inaceitável descrença.
Voar, correr, parar, dormir, sonhar, acordar, criar, educar, aprender devagar, divagar.
Força de crer sem querer.
Vale então o crédito destas cem palavras: sem crenças, humano não sou!
José Manuel Castro

























